INCÊNDIO DESTRUIU
DEPÓSITO,
MAIS UMA TRAGEDIA
ANUNCIADA
Um gigantesco incêndio
destruiu, cerca de três milhões de litros de gasolina, estocados em seis
tanques com capacidade de 500 mil litros cada, pertencente à Distribuidora
Petrogold, localizado no bairro Vila Maria Helena, próximo ao Hospital estadual
Adão Pereira Nunes e DE uma escola municipal. A empresa fora interditado
pela Agência Nacional de Petróleo em 2009 por funcionar irregularmente e
estocar álcool sem as devidas precauções recomendadas pelo Corpo de Bombeiros.
Apesar da interdição,
seus proprietários mantiveram o depósito em funcionamento até a hora do
sinistro.
O início do incêndio,
cuja fumaça podia ser vista a quilômetros do local, foi seguido por
fortes explosões, que assustou e levou os moradores da região a fugirem em
busca de locais mais seguro. A Escola Municipal Anton Dworsak, distante 300 metros
da distribuidora, a direção da unidade suspendeu as aulas logo após as
primeiras explosões, mandando os alunos para casa mais cedo.
A tarde,
a assessoria de imprensa do Instituto Estadual do Ambiente (Inea),
informou que a Petrogold não tinha licença ambiental do estado para funcionar.
A única licença fora dada pela Secretaria do Meio Ambiente do município, em
2009. Segundo o Inea, o município não tem autonomia para conceder esse tipo de
licença. Já a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que a empresa atuava
de forma regular
Por determinação do
Corpo de Bombeiros, quatro quarteirões ao redor do depósito foi isolados, o que
não impediu que o calor gerado pelo incêndio acabasse provocando que as casas
vizinhas também fossem queimadas. A Defesa Civil do estado acionou quatro
quartéis (Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Irajá e Caju), além do Grupamento de
Combate de Produtos Perigosos, uma brigada especial treinada para atuar em
acidentes com produtos inflamáveis e tóxicos. Além de várias residências, há
pelo menos uma escola municipal na região
Segundo a Defesa
Civil estadual, a área foi esvaziada pela Defesa Civil de Duque de Caxias e as
pessoas que residiam na área próxima foram levadas por funcionários da
Secretaria de Assistência Social do município para casas de parentes ou abrigos
em escolas e igrejas da região,
Segundo a assessoria
do prefeito, a única vítima fatal seria um funcionário da Petrogold,
identificado como Gelson da Silva Ferreira, 43 anos, que chegou a ser levado
para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, mas morreu ao dar entrada.




